_segunda-feira, 7 de maio de 2007

_ Bauhaus - Walter Gropius



Fundada em 1919 por Walter Gropius, em Weimar, a Casa da Construção (Bauhaus) foi uma escola de arquitetura, arte e desenho. Resultou da fusão da Escola Superior de Artes Plásticas e da Escola de Artes e Ofícios e pretendia dar aos alunos uma boa preparação num ofício, dando-lhes possibilidade de conhecerem e utilizarem diversos materiais. Pretendia conseguir a integração de todos os gêneros artísticos e artesanais. Partia do princípio que as belas-artes e as artes aplicadas, a teoria e a prática deviam ser integradas numa criação comum, cuja conclusão seria a arquitetura, vista como arte integradora. Daí que tenha o design, atribuindo valor estético a objetos de uso comuns e produzidos em massa – cadeiras, sofás, candeeiros, cinzeiros, eletrodoméstico, etc., que formaria um todo no conjunto do edifício.


O design:

Dos diversos ateliers da Bauhaus saíram objetos de uso comum desenhados tendo em conta o fim prático a que se destinavam, embora imbuídos de uma concepção estética que os transformava em obras de arte. A Escola criou um estilo próprio e demonstrou que o desenho de um objeto elaborado por um artista podia ser simultaneamente artístico e industrial, desde que houvesse uma perfeita articulação entre a forma e a função desse objeto.





No programa curricular de 1919, aparecia o elenco dos ofícios que se podiam aprender na escola e que iam desde o ofício de escultor a ceramista, de fundidor a marceneiro ou de esmaltador a tecelão. Os alunos aprendiam ainda a comercializar os seus produtos e torná-los rentáveis, numa tentativa de apagar a imagem corrente do artista boêmio e pobre.
Mas, acima de tudo, era uma escola que pretendia a renovação pedagógica do ensino da arte, até aí profundamente acadêmico. Os estudos duravam três anos e meio, escalonados por níveis e pela freqüência de ateliers onde os artistas se integravam conforme os seus interesses: Atelier de Madeira, de Metal, de Tecido, de Cor, de Impressão e Tipografia, de Arquitetura e Construção, de Publicidade, de Fotografia e de Artes Plásticas.



Exemplo do funcionalismo arquitetônico: formada a partir da decomposição dos volumes;
Possui uma predominância de linhas retas. Cada parte do edifício é volumetricamente quase independente das restantes; Tem uma articulações de volumes segundo uma linha quebrada.



No Manifesto, os fundadores declaravam que pretendiam construir algo de novo sobre as ruínas deixadas pela Grande Guerra, oferecendo aos jovens a possibilidade de realizar os seus ideais e de criar uma nova sociedade.




Manifesto Bauhaus (1919)

O objetivo final de toda a atividade plástica é o edifício!

Decorá-lo era, outrora, a principal tarefa das artes plásticas e estas eram partes constituintes inseparáveis da grande arquitetura. Atualmente, elas existem de forma isolada e auto-suficiente, podendo apenas voltar a ser resgatadas através da colaboração e da cooperação consciente de todos os artesãos. Arquitetos, pintores e escultores têm de aprender de novo a conhecer e a compreender a forma complexa do edifício no seu todo e nas suas partes. [...]
As antigas escolas de arte não conseguiram criar esta unidade. Como poderiam fazê-lo, se a arte não se ensina? As escolas têm de regressar à oficina. [...] O jovem que sente em si o amor pela atividade plástica deve começar o seu percurso, como antigamente, aprendendo um ofício [...].
Arquitetos, escultores, pintores, todos nós devemos voltar aos ofícios! Não existe nenhuma diferença essencial entre o artista e o artesão! O artista desenvolve-se a partir do artesão! Em raros momentos luminosos, que não dependem da sua vontade, a misericórdia divina permite que a arte floresça, inconscientemente, a partir da obra das suas mãos, mas é imprescindível para todos os artistas o conhecimento do ofício. Aí reside a fonte original do gesto criador.
Fundemos, pois, uma nova corporação de artesãos sem as arrogantes distinções de classes que pretenderam erguer um muro altivo entre artesãos e artistas. Desejemos, imaginemos, criemos, em conjunto, o novo edifício do futuro, que será tudo numa só forma - arquitetura, escultura e pintura. Um edifício que, criado por milhões de mãos de artesãos, um dia irão subir aos céus como símbolo cristalino de uma nova fé que virá.





Walter Gropius




Gropius é um dos mais notáveis arquitetos e artistas da modernidade. Contribuiu substancialmente para a consolidação da arquitetura funcional, bem como para uma nova estética da técnica de construção e da produção industrial em massa (desenho industrial). 1919, fundou a Bauhaus, em Weimar, uma escola de arte, desenho e arquitetura transferida em 1926 para Dessau, onde ainda se conserva seu célebre edifício. Sob sua direção (até 1928), trabalharam ali arquitetos, pintores e escultores, num projeto conjunto que tinha por finalidade conseguir a unidade entre arte, ofícios e técnica. Desde 1928, e até sua emigração em 1933, desenvolveu sua obra arquitetônica em Berlim, onde construiu a cidade de Siemens. Viveu exilado na Grã-Bretanha e, depois, nos EUA, onde assumiu a direção da Faculdade de Arquitetura de Harvard (1937-1952). Foi ali que realizou seus melhores trabalhos, principalmente o Harvard Graduate Center (1949-1950). No final da guerra, regressou à Alemanha a fim de se encarregar de alguns projetos, como o da fábrica de porcelana Rosenthal, em Selb (1963-1967), e o da cidade de Gropius, em Berlim (1964-1968).

Links: http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia.php?c=452

Por: Anatalia Araujo
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Eu:

Nome: Anatalia Araujo
Idade: 21 anos
Atividade: Estudante de Arquitetura e Urbanismo FAU/UnB ______________________________

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FENEA
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Metálica
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